
A ABOLIÇÃO DO HOMEM
C.S. Lewis
Editora: Thomas Nelson3 capítulos 113 páginas
C.S. Lewis
Editora: Thomas Nelson3 capítulos 113 páginas
Comecei minha saga na leitura e resenhas do C.S. Lewis traduzido pela Thomas Nelson Brasil. O início se deu pelo livro A abolição do homem que foi escrito como uma crítica aos livros-texto usados nas escolas de ensino básico, que o autor chama do Livro verde do Gaio e o Tito (nomes fantasias).
Lewis, sob o argumento "Parece que estamos dizendo algo muito importante sobre alguma coisa; quando, na verdade, estamos apenas dizendo algo referente aos nossos próprios sentimentos" tece críticas sobre "as verdades que estão surgindo" e invadindo as escolas de sua época que mais são sentimentos próprios sobre determinados assuntos. Em momento nenhum o autor cita que livro verde é este, porém deixa muito claro na narrativa, que o homem caminha para o relativismo e como este nomezinho o torna "homens sem peito" por querer inserir sentimentos em teoria e concepções tradicionais sobre a educação.
É notório na perspectiva do Lewis que as ideologias que surgem no chamado pós modernismo é uma falácia que estão "arbitrariamente deslocadas de um contexto mais amplo". Um falso progresso da ciência aplicada, quer demonstrar que o homem "conquistou a natureza", mas em que sentido o homem é detentor de poderes crescentes sobre a natureza? é aí que Lewis em seu livro traz um argumento belíssimo:
Considere o avião, o rádio e o contraceptivos, "qualquer pessoa que possa pagar por qualquer um desses itens poderá usá-los, mas não pode dizer estritamente que, quando o faz, esteja exercitando o seu poder próprio sobre a natureza. Se eu pagar você para me carregar, já não serei uma pessoa forte(...) Neste caso, o que chamamos de poder do Homem é na realidade, o poder que alguns homens possuem de permitir, ou não, que s outros obtenham lucro (...) Ou seja, o poder do Homem de torná-lo aquilo que ele quiser na verdade significa, o poder de alguns homens de fazer o que eles quiserem de outros homens". Lewis, pág. 56, 60
Finalizando e baseado em seus argumentos, criticando o Livro verde, Lewis afirma que na educação existem os manipuladores, que talvez desejam condicionar sua novas teorias simplesmente a sentimentos pessoais e tirando e isolando de contexto teoria tradicionais, existentes e ja consistentes. "Estou inclinado a pensar que os manipuladores odiariam o produto de sua própria Manipulação ou condicionamento". Eis o a era pos-moderna.
Minha curta abordagem sobre o livro tão rico e parecendo tão atual finaliza com uma reflexão que o próprio autor traz aos seus leitores "Ou somos espíritos racionais, obrigados para sempre a obedecer os valores absolutos do Tao, (termo que o autor utiliza para falar sobre os princípios morais de civilizações tradicionais) ou então somos mera natureza destinada a ser esculpida e moldada em novas formas ao bel-prazer dos mestres que não devem, supostamente, ser motivadas por nada além de seus próprios impulsos "naturais".
Não seriam estes impulsos naturais que o mundo da pos-humanidade estão atualmente trabalhando para produzir? Eis a ameaça da ciência moderna ao próprio homem, aquilo que em tempos mais antigos a ciência não tinha em mente de fazer nem com minerais e vegetais. Estamos tirar bens preciosos do homem e exigindo deles pessoal moralmente civilizadas a todos.O livro originalmente foi escrito em 1898, porém parece que Lewis ja previa uma sociedade com valores invertidos, egoístas, donos de si e dominantes sobre a própria natureza, uma geração que consegue tudo que quer, independente dos meios lícitos ou ilícitos, se tem alguém fora ou dentro do meu caminho, uma humanismo radicalmente prejudicial do eu quero, eu posso. E que, infelizmente o cristianismo outrora falado pelo próprio Jesus no sermão do monte, parece não ter muito sentido.--------------------Clive Stapes Lewis foi um dos gigantes intelectuais do século XX e provavelmente escritos mais influente em seu tempo. Escreveu mais de 30 livros que lhe permitiram alcançar um vasto público, e suas obras continuam a atrais milhares de novos leitores a cada ano.
"Em uma espécie de ingenuidade macabra, removemos o órgão e demandamos sua função. Criamos os homens sem peito e esperamos deles a virtude e a inciativa.Zombamos da honra e ficamos chocados ao encontrar traidores em nosso meio. Nós o castramos e exigimos dos castrados que sejam frutíferos" Lewis, pag. 30.
É notório na perspectiva do Lewis que as ideologias que surgem no chamado pós modernismo é uma falácia que estão "arbitrariamente deslocadas de um contexto mais amplo". Um falso progresso da ciência aplicada, quer demonstrar que o homem "conquistou a natureza", mas em que sentido o homem é detentor de poderes crescentes sobre a natureza? é aí que Lewis em seu livro traz um argumento belíssimo:
Considere o avião, o rádio e o contraceptivos, "qualquer pessoa que possa pagar por qualquer um desses itens poderá usá-los, mas não pode dizer estritamente que, quando o faz, esteja exercitando o seu poder próprio sobre a natureza. Se eu pagar você para me carregar, já não serei uma pessoa forte(...) Neste caso, o que chamamos de poder do Homem é na realidade, o poder que alguns homens possuem de permitir, ou não, que s outros obtenham lucro (...) Ou seja, o poder do Homem de torná-lo aquilo que ele quiser na verdade significa, o poder de alguns homens de fazer o que eles quiserem de outros homens". Lewis, pág. 56, 60
Finalizando e baseado em seus argumentos, criticando o Livro verde, Lewis afirma que na educação existem os manipuladores, que talvez desejam condicionar sua novas teorias simplesmente a sentimentos pessoais e tirando e isolando de contexto teoria tradicionais, existentes e ja consistentes. "Estou inclinado a pensar que os manipuladores odiariam o produto de sua própria Manipulação ou condicionamento". Eis o a era pos-moderna.
Minha curta abordagem sobre o livro tão rico e parecendo tão atual finaliza com uma reflexão que o próprio autor traz aos seus leitores "Ou somos espíritos racionais, obrigados para sempre a obedecer os valores absolutos do Tao, (termo que o autor utiliza para falar sobre os princípios morais de civilizações tradicionais) ou então somos mera natureza destinada a ser esculpida e moldada em novas formas ao bel-prazer dos mestres que não devem, supostamente, ser motivadas por nada além de seus próprios impulsos "naturais".
Não seriam estes impulsos naturais que o mundo da pos-humanidade estão atualmente trabalhando para produzir? Eis a ameaça da ciência moderna ao próprio homem, aquilo que em tempos mais antigos a ciência não tinha em mente de fazer nem com minerais e vegetais. Estamos tirar bens preciosos do homem e exigindo deles pessoal moralmente civilizadas a todos.O livro originalmente foi escrito em 1898, porém parece que Lewis ja previa uma sociedade com valores invertidos, egoístas, donos de si e dominantes sobre a própria natureza, uma geração que consegue tudo que quer, independente dos meios lícitos ou ilícitos, se tem alguém fora ou dentro do meu caminho, uma humanismo radicalmente prejudicial do eu quero, eu posso. E que, infelizmente o cristianismo outrora falado pelo próprio Jesus no sermão do monte, parece não ter muito sentido.--------------------Clive Stapes Lewis foi um dos gigantes intelectuais do século XX e provavelmente escritos mais influente em seu tempo. Escreveu mais de 30 livros que lhe permitiram alcançar um vasto público, e suas obras continuam a atrais milhares de novos leitores a cada ano.
